O Sicredi liberou R$ 22,4 bilhões em crédito rural no primeiro trimestre da safra 2026/2027, alta de 4,3% ante os R$ 21,5 bilhões do mesmo período anterior. O dado foi divulgado pela instituição e considera julho, agosto e setembro.
O resultado contrasta com o recuo de 26% nas contratações nacionais de custeio, investimento, comercialização e industrialização, que passaram de R$ 113,4 bilhões para R$ 84 bilhões, segundo dados do Ministério da Agricultura citados pelo Sicredi. As bases e a abrangência podem diferir, por isso os valores não representam participação de mercado.
Investimento e agricultura familiar ganham espaço
Em setembro, as liberações do Sicredi somaram R$ 8,9 bilhões, avanço anual de 23,6%. Dentro desse mês, os financiamentos para investimento cresceram 123,9%, para R$ 3,5 bilhões. O comunicado não detalha quais projetos receberam esses recursos.
As linhas ligadas ao Pronamp totalizaram R$ 2,7 bilhões em setembro, aumento de 45,1%. No Pronaf, voltado à agricultura familiar, as liberações chegaram a R$ 2,2 bilhões, alta de 41,3% em relação ao mesmo mês de 2025. O Sicredi informou que 79,2% de seus cerca de 710 mil associados do segmento agro são agricultores familiares.
Renegociações mostram pressão sobre o caixa do campo
Desde setembro, a instituição registrou mais de 14 mil renegociações relacionadas à MP 1.376, somando R$ 3,9 bilhões. A carteira de crédito agro do Sicredi atingiu R$ 123,5 bilhões em agosto, com 646 mil operações ativas, segundo a cooperativa.
O ritmo de contratação importa porque o crédito financia despesas de plantio, máquinas, armazenamento e comercialização. O resultado de uma instituição, porém, não representa sozinho a disponibilidade de recursos para todo o setor ou cada região.
O tema se conecta a iniciativas de geração de renda e financiamento no campo, como o estudo sobre cisternas produtivas e crédito rural. Taxas e critérios de cada linha devem ser confirmados com a instituição financeira.
Fontes: Sicredi; Banco Central.





