Uma avaliação de impacto apresentada ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) aponta que a combinação de cisternas de produção com o programa Fomento Rural pode ampliar emprego formal e renda entre famílias do campo. O estudo foi conduzido por pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
A cisterna Segunda Água armazena água destinada à produção, enquanto o Fomento Rural oferece recursos e orientação para estruturar a atividade. Segundo a apresentação, os efeitos foram mais fortes quando as famílias receberam os dois apoios, em vez de apenas um deles.
Por que água e assistência produtiva se complementam
Para pequenos produtores de regiões sujeitas à irregularidade de chuvas, água disponível perto da propriedade pode permitir manter hortas, pequenos cultivos e criação de animais por mais tempo. O acesso a capital e orientação ajuda a transformar essa disponibilidade em uma atividade com planejamento e possibilidade de venda.
O programa não substitui políticas de abastecimento nem elimina o risco climático. A cisterna voltada à produção tem finalidade distinta do reservatório para consumo humano: ela é parte de uma estratégia de inclusão produtiva e segurança alimentar.
O que a avaliação identificou
O MDS informou que a análise observou efeitos dos programas separadamente e em conjunto. Entre os resultados relatados estão maior acesso ao emprego formal, aumento de renda e redução da presença de famílias no Bolsa Família. O comunicado público, porém, não detalha percentuais, tamanho da amostra ou período de acompanhamento.
Essa limitação importa para interpretar a notícia: os resultados apresentados indicam uma associação avaliada pelo estudo, mas o resumo divulgado não permite estimar quanto cada família ganhou nem comparar o efeito entre municípios ou culturas. A publicação do método e dos dados completos permitiria uma leitura mais precisa.
Relevância para a agricultura familiar
O ganho potencial não se resume à produção agrícola. A combinação pode apoiar alimentação da própria família, comercialização local e maior estabilidade de renda, especialmente onde a falta de água limita o calendário produtivo. A implementação, contudo, depende de seleção dos beneficiários, assistência técnica e condições para escoar a produção.
A Agência Gov, via MDS, resumiu os achados apresentados pela UFPE. O ministério também publicou a nota sobre a avaliação de impacto.





