Visitantes internacionais gastaram US$ 8,38 bilhões (cerca de R$ 45,6 bilhões) no Brasil entre janeiro e setembro de 2026, aumento de 10% ante o mesmo período de 2025. O dado foi compilado pelo Ministério do Turismo a partir de informações do Banco Central.

Somente em setembro, as despesas chegaram a US$ 904,7 milhões, aproximadamente R$ 4,9 bilhões, maior valor já registrado para o mês. O montante superou em 8% os US$ 835,1 milhões registrados em setembro do ano anterior.

Receita se distribui por vários setores

Os gastos de turistas podem movimentar hospedagem, alimentação, transporte, comércio e serviços. O efeito não fica restrito a companhias aéreas ou destinos famosos: pequenos negócios e trabalhadores locais também podem receber parte da demanda, embora a distribuição varie conforme a região e o tipo de viagem.

O valor de receitas não equivale ao lucro do setor nem mede sozinho o número de visitantes. Para interpretar a atividade, é útil observar também chegadas internacionais, permanência, origem dos turistas e despesas de residentes brasileiros no exterior.

Recorde de receita, com ressalvas de comparação

O Ministério do Turismo informou que o acumulado até setembro superou o total do mesmo intervalo de 2025. A comparação usa valores nominais e a conversão para reais apresentada pelo órgão; variações cambiais podem alterar o montante em moeda brasileira.

O Banco Central inclui receitas de viagens internacionais nas estatísticas do setor externo. A entrada de recursos ajuda a compor as contas de serviços do país, mas não deve ser confundida com saldo comercial de bens ou com resultado fiscal do governo.

Chegadas e passageiros ajudam a entender o alcance do recorde

O Ministério do Turismo informou que o país chegou a 7 milhões de visitantes internacionais no início de outubro, mantendo o patamar recorde visto no mesmo período de 2025. A meta do Plano Nacional de Turismo para 2026 é 7,5 milhões de chegadas; o dado de gastos até setembro mede outra dimensão e não substitui a contagem de visitantes.

Também houve 22,7 milhões de passageiros em voos internacionais entre janeiro e setembro, alta de 7,2% sobre o mesmo intervalo do ano anterior. Passageiros são embarques e desembarques e podem incluir brasileiros em viagens externas; por isso, não equivalem ao número de turistas estrangeiros que entram no país.

O turismo de negócios movimentou R$ 9,75 bilhões entre janeiro e agosto, segundo dados da Abracorp compilados pelo ministério. A soma mostra que o gasto internacional se combina a viagens corporativas e a serviços aéreos e hoteleiros, mas cada estatística cobre universos e períodos diferentes.