O Prisma Fiscal de outubro elevou a estimativa mediana do mercado para o déficit primário do Governo Central em 2026 e reduziu a projeção para 2027. O levantamento é feito pela Secretaria de Política Econômica com instituições financeiras e consultorias; os valores são expectativas, não resultados fechados.
Como mudaram as projeções
| Indicador | 2026 | 2027 |
|---|---|---|
| Déficit primário | R$ 53,05 bilhões | R$ 44 bilhões |
| Dívida bruta do Governo Geral | 83,4% do PIB | 87% do PIB |
| Receita federal | R$ 3,210 trilhões | R$ 3,396 trilhões |
Para 2026, a mediana do déficit passou de R$ 52,27 bilhões para R$ 53,05 bilhões. Para 2027, caiu de R$ 45,35 bilhões para R$ 44 bilhões. A receita prevista aumentou nos dois anos; a despesa total para 2026 foi estimada em R$ 2,625 trilhões.
Projeção não é resultado realizado
O déficit primário exclui os juros da dívida e não deve ser confundido com o resultado nominal. A execução orçamentária e a arrecadação dos próximos meses ainda podem alterar os números efetivamente registrados.
O relatório permite comparar as expectativas de outubro com as de setembro, mas não determina por si só a trajetória das contas públicas. A estimativa de dívida também depende da evolução do PIB e de outros fatores fiscais.






