Um relatório do S&P Global Institute alerta que interrupções no estreito de Ormuz e um possível El Niño forte podem pressionar custos de fertilizantes, combustíveis e alimentos. O estudo mapeia como choques de energia e clima podem se propagar pela produção agrícola e pelo comércio internacional.
Como energia chega ao custo dos alimentos
O documento aponta que a região do Golfo é importante para exportações de ureia, amônia e enxofre, insumos usados na produção de fertilizantes. Diesel também pesa na operação agrícola e no transporte, enquanto gás natural é matéria-prima importante para a produção de amônia.
O relatório estima que cerca de 29% do comércio global de ureia costuma passar pelo estreito de Ormuz. A medida se refere ao comércio internacional, não a 29% de toda a demanda mundial.
Cenários ainda dependem do clima e do conflito
A análise considera riscos de continuidade das restrições de navegação e a possibilidade de um El Niño intenso no ciclo 2026/27. São cenários, não uma previsão de que haverá necessariamente escassez ou alta uniforme dos alimentos.
Para o Brasil, o texto destaca exposição de lavouras de sequeiro e possíveis efeitos sobre custos de insumos. O próprio relatório trabalha com estimativas e condiciona os impactos à intensidade do fenômeno e à duração das interrupções.






