Quem tem um empréstimo em andamento pode solicitar a portabilidade para outra instituição. A operação transfere o saldo devedor, e o novo banco pode apresentar uma condição diferente.

O objetivo é comparar o custo total e o prazo restante, não apenas trocar uma parcela por outra.

O Banco Central informa que o cliente pode pedir à instituição original dados como saldo atualizado, número de parcelas a vencer, taxa de juros e demais condições. Com esses dados, outra instituição avalia a proposta e, se aceitar, quita o contrato anterior diretamente.

O que comparar antes de aceitar

Peça o Custo Efetivo Total (CET), a taxa mensal e anual, o saldo usado na transferência, o prazo e o total das parcelas. Uma taxa anunciada menor pode não representar economia se o novo contrato alongar o pagamento ou incluir condições diferentes.

Compare o valor que ainda falta pagar no contrato atual com a soma das parcelas da nova proposta. Confirme também se o contrato transferido mantém a finalidade e se não há produto adicional sendo incluído.

A instituição não pode cobrar do cliente os custos da transferência entre bancos.

Como funciona a contraproposta

Depois que o pedido de portabilidade é iniciado, o banco original pode apresentar uma contraproposta ou encaminhar as informações necessárias para a transferência.

Pelas regras explicadas pelo Banco Central, a instituição tem até cinco dias para fazer a contraproposta ou fornecer os dados devidos, contados conforme o procedimento aplicável.

O consumidor não precisa aceitar a contraproposta automaticamente. Coloque as duas ofertas lado a lado e verifique taxa, CET, saldo, prazo e montante final. Se a proposta nova reduzir a parcela apenas porque aumenta muito o prazo, o custo total pode subir.

Limites e cuidados na contratação

Para pessoa física, a nova operação não pode ter valor maior que o saldo devedor nem prazo superior ao período restante do contrato original, conforme as regras de portabilidade. A transferência também depende de a instituição escolhida aceitar o cliente e a operação.

Desconfie de intermediários que peçam pagamento antecipado para “liberar” portabilidade. Faça o pedido pelos canais oficiais do banco, não entregue senhas e guarde protocolos, contratos e simulações.

Se a instituição não reconhecer a solicitação, use primeiro o atendimento e a ouvidoria, e depois os canais oficiais de reclamação.

A portabilidade não apaga o compromisso financeiro: ela muda a instituição credora e as condições aprovadas. Se as ofertas não melhorarem o custo ou o prazo, permanecer no contrato pode ser mais adequado do que aceitar uma nova operação sem vantagem comprovada.