O IPCA-15 subiu 0,32% em outubro, menos da metade da variação de 0,70% registrada em setembro. O indicador, calculado pelo IBGE, acumulou 4,62% em 12 meses. A desaceleração mensal foi influenciada pela energia elétrica residencial, que caiu 0,89% após a mudança da bandeira tarifária para verde. Fonte: Agência Brasil.

Alívio da energia contrasta com alimentos

A leitura não foi uniforme dentro do consumo. Alimentação e bebidas avançaram 0,88%, e a comida consumida em casa subiu 1,01%. Tomate, cebola e batata inglesa apareceram entre as pressões citadas pelo IBGE. O grupo Habitação recuou 0,10%, enquanto oito dos nove grupos pesquisados tiveram alta.

Para o consumidor, a média nacional não substitui o orçamento doméstico: o peso de alimentos, aluguel, transporte e energia varia conforme a renda e a cidade. Uma família que gasta parcela maior com comida pode sentir inflação mais alta que o índice agregado, mesmo quando a conta de luz oferece alívio temporário.

O que o número sinaliza para a inflação

O IPCA-15 é uma prévia e não o resultado fechado do mês. O número também não determina sozinho a decisão sobre a Selic: o Banco Central acompanha inflação acumulada, expectativas, serviços, atividade e riscos. O dado detalhado foi publicado pelo IBGE e repercutido pela Agência Brasil.