A taxa média do empréstimo pessoal caiu para 8,55% ao mês em outubro, ante 8,66% em setembro, segundo levantamento do Procon-SP. Apesar da redução de 0,11 ponto percentual, a taxa corresponde a 167,69% ao ano, o que mantém elevado o custo de uma dívida contratada por vários meses.
A pesquisa considera ofertas máximas prefixadas para clientes pessoa física não preferenciais em Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú, Safra e Santander. Os dados foram coletados em 2 de outubro e usam como referência contratos de empréstimo pessoal com prazo de 12 meses.
Diferença entre bancos muda o custo final
As taxas mensais observadas variaram de 5,86% a 10,72%. Essa distância significa que duas propostas para o mesmo valor e prazo podem produzir parcelas e totais pagos bastante diferentes. Por isso, comparar somente o valor da prestação pode esconder o custo real do contrato.
O levantamento também registrou taxa média de 8% ao mês para o cheque especial, sem mudança em relação ao mês anterior. Essa modalidade costuma ser usada por períodos curtos, mas o custo anual equivalente continua alto.
O que conferir antes de contratar
Antes de aceitar uma oferta, verifique o Custo Efetivo Total, o valor de cada parcela e a soma que será paga até o fim. Inclua a nova obrigação no orçamento junto com despesas fixas e dívidas existentes. Se a prestação só couber deixando contas essenciais descobertas, o crédito pode ampliar o problema financeiro.
Consignado, renegociação ou portabilidade podem ter condições diferentes para determinados perfis, mas cada proposta precisa ser comparada pelo custo completo. O Procon-SP publica as taxas e orientações em sua pesquisa de juros de outubro.






