O Brasil registrou 69,8 milhões de conexões 5G no terceiro trimestre de 2026, equivalentes a 24,9% dos 280,5 milhões de acessos móveis contabilizados no país. Os dados fazem parte do relatório de monitoramento da competição divulgado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O documento também aponta 57,9 milhões de acessos de banda larga fixa. A fibra óptica concentrou 46,92 milhões de conexões, enquanto o serviço de satélite de baixa órbita chegou a 1,1 milhão. Os números descrevem o tamanho e a composição dos mercados, não a quantidade de pessoas únicas conectadas.

O que explica o avanço do 5G

A expansão acompanha a migração de usuários para planos pós-pagos e a maior disponibilidade de aparelhos compatíveis. O alcance efetivo, porém, varia por município, operadora, aparelho e ambiente. O indicador nacional não garante cobertura uniforme em áreas rurais ou em locais fechados.

Para consumidores, a chegada do 5G pode ampliar a velocidade e reduzir a latência onde a rede está disponível. Para empresas, a tecnologia pode apoiar aplicações conectadas, mas depende de cobertura, equipamentos e integração com sistemas internos.

Competição também ocorre em infraestrutura

A Anatel aponta que provedores regionais continuam relevantes na banda larga fixa e destaca a presença crescente de inteligência artificial e centros de dados no debate setorial. A disputa não se limita a vender planos: envolve interconexão, capacidade de rede, computação e serviços digitais.

O relatório reúne indicadores de varejo e atacado e pode ajudar a comparar a evolução do mercado entre trimestres. A agência publicou os números completos em seu relatório de competição do 3º trimestre.