O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 7,1 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 14,6% em relação a igual período do ano anterior. O resultado ficou próximo das estimativas de mercado citadas pelo Money Times.
Além do balanço, o banco renovou o programa de recompra de ações. O limite é de até 106,6 milhões de papéis, sendo 53,4 milhões ordinários e 53,2 milhões preferenciais.
A operação está prevista entre 8 de novembro de 2026 e 8 de maio de 2028, segundo fato relevante registrado na B3. O número indica o teto autorizado, não uma obrigação de recompra integral.
O relatório do banco, arquivado junto à SEC, também mostra que a carteira de crédito expandida chegou a R$ 1,15 trilhão, alta de 11,1% em 12 meses.
A inadimplência acima de 90 dias subiu para 4,6%, ante 4,3% no trimestre anterior e 4,1% um ano antes; o Bradesco relacionou parte da alta a operações de capital de giro para pequenas e médias empresas.
A recompra pode reduzir o número de papéis em circulação, mas não garante valorização. O resultado do trimestre precisa ser lido junto ao crescimento do crédito, ao custo das provisões e à evolução da inadimplência nos próximos balanços.






