A Anatel prorrogou por mais dois anos e meio o ambiente regulatório experimental para testar serviços de conexão direta entre satélites e dispositivos móveis, tecnologia conhecida como D2D. O novo prazo começou em 22 de outubro de 2026 e vai até 22 de abril de 2029.
O experimento permite avaliar o uso de frequências móveis por redes de satélite para conectar celulares compatíveis, especialmente onde a cobertura terrestre é limitada. A extensão não equivale a uma autorização comercial ampla nem significa que qualquer aparelho terá acesso imediato ao serviço.
O que os testes precisam esclarecer
Entre os pontos técnicos estão a compatibilidade entre satélites e redes móveis, a gestão de interferência, a qualidade do sinal e a coordenação entre operadoras e provedores de capacidade espacial. A disponibilidade também depende dos equipamentos, da cobertura de satélites e de acordos comerciais.
A tecnologia pode complementar redes terrestres em áreas remotas, mas não substitui automaticamente antenas celulares. Em aplicações de emergência ou localidades isoladas, cobertura, capacidade por usuário e condições do serviço serão determinantes para o uso prático.
Prorrogação mantém o projeto em fase experimental
O prazo adicional permite que participantes continuem avaliando o modelo sob regras específicas. Resultados do piloto podem orientar futuras decisões regulatórias, mas a agência não anunciou uma data de lançamento comercial nacional.
A extensão consta do ato que prorrogou o experimento até 2029. O texto regulatório pode ser consultado no Ato nº 10.902/2026.






