Uma campanha de ciberespionagem atribuída ao grupo Lazarus usou currículos, portfólios profissionais e fotografias criadas por inteligência artificial para se aproximar de funcionários de empresas. A Kaspersky identificou a operação, chamada FlashHole, em organizações de diferentes setores na Ásia.

Segundo a empresa de cibersegurança, a atividade ocorre pelo menos desde julho de 2025. Os criminosos enviavam mensagens personalizadas com links para sites que simulavam páginas de candidatos e portfólios. A investigação também encontrou ferramentas que permitiam manter acesso remoto aos computadores comprometidos e retirar informações.

Por que a fraude pode parecer legítima

O uso de fotos sintéticas e perfis profissionais bem montados aumenta a aparência de autenticidade. Em processos seletivos, consultorias e contatos comerciais, um link pode parecer relacionado à rotina de trabalho, o que reduz a desconfiança inicial. A campanha também teria explorado uma vulnerabilidade em software usado em alguns mercados asiáticos, segundo a análise divulgada pela empresa.

O alerta não significa que a campanha tenha sido confirmada contra companhias brasileiras. A Kaspersky afirma que as técnicas podem representar risco para a América Latina, região onde o grupo já teve histórico de atuação.

Cuidados para empresas e equipes

Organizações podem reduzir o risco verificando a origem de currículos e portfólios recebidos, evitando abrir links em dispositivos com acesso a sistemas internos e mantendo softwares atualizados. A equipe de TI também deve revisar permissões de nuvem e observar conexões fora do padrão.

O caso mostra que recrutamento e contatos profissionais podem ser usados como caminho para ataques direcionados. A análise completa da operação foi publicada pela Kaspersky.