A Anatel discute licitar 700 MHz da faixa de 6 GHz para uso em telefonia móvel. A proposta abrange a subfaixa de 6.425 MHz a 7.125 MHz e prevê autorizações de uso por 20 anos. A agência estima que o leilão possa ocorrer até 2028, portanto o espectro ainda não está disponível para operação comercial.

O desenho apresentado divide a faixa em três blocos de 200 MHz e um de 100 MHz, organizados em lotes nacionais e regionais. A consulta pública recebeu contribuições até 23 de outubro; a agência ainda precisa analisar as manifestações e definir os termos finais do edital.

Por que a faixa importa

Espectro é um recurso limitado usado para transmitir sinais sem fio. Faixas mais amplas podem sustentar maior capacidade de rede, mas o resultado depende de equipamentos, investimento, densidade de antenas e regras de convivência com outros serviços. A proposta se relaciona à expansão do 5G avançado e ao planejamento de tecnologias futuras, sem antecipar qual será o cronograma comercial.

Para usuários, a discussão não significa uma mudança imediata no Wi-Fi doméstico ou no plano do celular. A proposta trata de autorização para o Serviço Móvel Pessoal e precisa seguir o processo regulatório de licitação.

Próximas etapas regulatórias

Depois da consulta, a Anatel avaliará pedidos de mudança no cronograma, distribuição de lotes e compromissos previstos. A publicação de um edital definitivo será necessária antes de empresas apresentarem propostas e receberem autorizações.

As regras em discussão, as frequências e o estágio do processo foram detalhados pela Anatel na audiência pública sobre 6 GHz.