A produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil deve ter recuado na segunda metade de setembro, segundo levantamento da S&P Global. A pesquisa estima 2,7 milhões de toneladas no período, queda de 14,3% em relação à mesma quinzena de 2025.
A moagem de cana também teria diminuído. As usinas processaram 38,73 milhões de toneladas, volume 5,5% menor na comparação anual. O levantamento atribui a interrupções provocadas pelas chuvas parte da redução da atividade no campo e nas unidades industriais.
Chuvas interromperam a colheita
As condições climáticas teriam afetado as operações por cerca de oito dias e meio durante a quinzena. A interrupção reduz o tempo disponível para colheita e processamento, mas o dado é uma estimativa da pesquisa, não um balanço oficial consolidado da safra.
O desempenho do açúcar também depende da quantidade de cana disponível, do ritmo de moagem e da parcela da matéria-prima destinada ao produto ou ao etanol. Por isso, uma quinzena mais fraca não determina sozinha o resultado de toda a temporada.
Como acompanhar a safra
Os próximos levantamentos ajudarão a mostrar se o efeito das chuvas ficou concentrado no período ou se alterou o ritmo das usinas por mais tempo. Para produtores e compradores, os dados de moagem e de produção de açúcar são acompanhados junto com a oferta de cana e as condições do clima.
Os números e a metodologia da pesquisa foram publicados pela S&P Global.






