Economistas do Banco Central Europeu avaliam que a economia da zona do euro atravessou o choque de energia deste ano melhor do que o esperado. Em análise publicada em 21 de outubro, o BCE aponta menor dependência de combustíveis fósseis, apoio fiscal e investimentos relacionados à inteligência artificial entre os fatores que sustentaram a atividade.

O texto é uma análise institucional, não uma decisão de política monetária nem uma projeção oficial de crescimento. Os autores descrevem como mudanças na matriz energética e novas fontes de investimento podem amortecer o efeito de uma alta de custos, sem eliminar a exposição do bloco a novos choques.

Energia e investimento em tecnologia

A redução da participação de combustíveis fósseis deixa algumas economias menos vulneráveis a interrupções e oscilações de preços, embora a Europa continue importando energia. O BCE também cita o comércio ligado à IA como um impulso para a economia, em meio ao crescimento dos investimentos em tecnologia.

O apoio fiscal ajudou a sustentar a demanda, mas pode variar entre os países e depende do espaço de cada governo. A análise não afirma que esses fatores resolvam as pressões sobre empresas e famílias; trata-os como elementos que contribuíram para a resiliência até aqui.

Resiliência não elimina riscos

O custo da energia segue relevante para a inflação, a indústria e o poder de compra. Novas tensões na oferta ou aumentos prolongados de preços podem voltar a afetar a atividade, enquanto o ritmo de adoção da IA e seus efeitos sobre produtividade ainda estão em evolução.

A análise completa sobre a resiliência econômica e os próximos desafios está no blog do Banco Central Europeu.