O Brasil embarcou 3,894 milhões de sacas de café de 60 quilos em setembro, aumento de 3,1% sobre o mesmo mês de 2025. Apesar do maior volume, a receita cambial dos embarques caiu 7,1%, para US$ 1,282 bilhão, informou o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

O resultado mostra por que volume e faturamento precisam ser lidos em conjunto. Mais sacas exportadas não significam necessariamente mais receita: preço médio, composição dos tipos de café, destino e câmbio podem alterar o valor recebido. O dado mensal, sozinho, não identifica quanto cada fator explicou da variação.

O que os números mostram

A comparação com setembro do ano passado aponta uma expansão moderada dos embarques, acompanhada por redução da receita em dólares. Para exportadores, a diferença pode refletir condições comerciais distintas, mas a nota resumida do Cecafé não discrimina o peso de cada variável na queda. Por isso, não é possível atribuir o recuo a um motivo específico sem examinar séries de preço e composição dos embarques.

Os indicadores também não devem ser confundidos com o desempenho da safra ou com a disponibilidade de café no mercado interno. Exportação é fluxo comercial; produção e estoques seguem calendários e bases de medição diferentes. O relatório completo, com destinos e categorias, está no painel mensal de exportações do Cecafé.