A Smart Fit registrou lucro líquido recorrente de R$ 247,7 milhões no terceiro trimestre, avanço de 40% na comparação anual. A receita líquida cresceu 29%, para R$ 2,35 bilhões, e superou a média de R$ 2,28 bilhões esperada por analistas consultados pela LSEG.

O Ebitda ajustado subiu 30%, para R$ 762,8 milhões. A margem passou de 32,1% para 32,5%, mostrando aumento da rentabilidade operacional mesmo em uma fase de expansão da rede.

Mais unidades sustentam crescimento

A Smart Fit encerrou setembro com 2.259 academias em 17 países, alta de 21% em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento da base física amplia a capacidade de atendimento, mas também exige investimento inicial e custos para abrir e amadurecer unidades.

O capex foi de R$ 631,6 milhões, avanço de 23%. A despesa de capital inclui gastos em ativos e expansão; não deve ser confundida com despesas recorrentes ou com o custo total necessário para manter a rede ao longo do tempo.

Lucro recorrente e lucro contábil

O lucro contábil foi de R$ 255,3 milhões, alta de 50%. O recorrente, usado pela companhia para excluir efeitos que considera não usuais, ficou em R$ 247,7 milhões. As duas medidas são positivas, mas respondem a critérios distintos.

O resultado teve contribuição do avanço do Ebitda e de outros negócios, além de uma alíquota efetiva menor, parcialmente compensados por maior despesa financeira associada ao endividamento médio. A composição mostra como crescimento operacional pode coexistir com custo financeiro mais elevado.

Dívida também aumentou

A dívida líquida ajustada encerrou o trimestre em R$ 4,99 bilhões, R$ 377,8 milhões acima da referência do trimestre anterior. A expansão da dívida precisa ser analisada junto com os investimentos, o ritmo de abertura de unidades e a geração de caixa.

A empresa também firmou contrato para adquirir até 20% da Buddha Spa por até R$ 32 milhões, com opção de compra de mais 10%. A operação ainda dependia de condições precedentes, inclusive aprovação do Cade, e não deve ser tratada como aquisição já consumada.

O que acompanhar

Os próximos resultados mostrarão se a rede mantém crescimento de receita por unidade e margem, ao mesmo tempo que financia novas academias. A relação entre expansão, capex, dívida e geração de caixa será central para avaliar a sustentabilidade do ritmo atual.