A Pague Menos registrou lucro líquido ajustado de R$ 96,3 milhões no 3T26, crescimento de 19,5% em um ano. A receita bruta chegou a R$ 4,429 bilhões, alta de 6,9%, enquanto as vendas digitais avançaram 32,8%.
O crescimento, no entanto, perdeu ritmo: a receita bruta havia avançado 9,3% no segundo trimestre e 14,4% no primeiro. A empresa atribuiu parte da desaceleração à base de comparação mais alta, sobretudo em medicamentos GLP-1, que impulsionaram as vendas em 2025.
Canal digital ganha participação
As vendas digitais somaram cerca de R$ 1,1 bilhão e passaram a representar 24,6% da receita bruta, ante 19,8% um ano antes. As vendas pelo aplicativo cresceram 73,2% e responderam por cerca de dois terços do comércio eletrônico da rede.
A modalidade de entrega em até uma hora chegou a 440 farmácias, alta de 69% ante o trimestre anterior. No total, 86% dos pedidos digitais foram disponibilizados em menos de duas horas, indicador que inclui tanto entregas quanto retiradas em loja.
Lucro avança mesmo com crescimento menor
O Ebitda ajustado foi de R$ 278,8 milhões, alta anual de 7,2%, com margem estável em 6,3%. A margem bruta aumentou para 30%, e as despesas financeiras líquidas caíram 13%, para R$ 112,7 milhões, ajudando o lucro ajustado.
As vendas nas mesmas lojas cresceram 5,6%, abaixo dos 8% do trimestre anterior. Os medicamentos GLP-1 responderam por 8,5% das vendas, mas sua contribuição incremental para o crescimento diminuiu: ficou em dois pontos percentuais, contra 6,5 pontos no primeiro trimestre.
Rede, dívida e geração de caixa
A companhia terminou setembro com 1.705 farmácias. Foram 14 inaugurações e quatro fechamentos no trimestre; mais de 20 unidades estavam em estágio avançado de implantação para o quarto trimestre.
A dívida líquida ajustada, incluindo antecipações de recebíveis, caiu 11,7% em um ano, para R$ 1,823 bilhão. A alavancagem recuou de 2,5 para 1,8 vez o Ebitda ajustado, e a geração de caixa operacional mais que triplicou, para R$ 164,8 milhões.
Tecnologia passa a receber mais recursos
Investimentos em tecnologia somaram R$ 59,7 milhões entre janeiro e setembro, mais de três vezes o valor aplicado no mesmo período de 2025. A companhia relacionou os gastos a canais digitais, ferramentas de inteligência artificial e sistemas de preço e abastecimento.
Os resultados mostram avanço do canal digital e redução da alavancagem, mas também menor ritmo de crescimento e pressão de custos com expansão. A leitura dos próximos trimestres dependerá de vendas, margens e retorno dos investimentos logísticos.
Fontes: Mercado&Consumo — dados operacionais e financeiros; Pague Menos Relações com Investidores.





