A Raízen detalhou uma proposta de aumento de capital privado que pode variar de R$ 3,5 bilhões a R$ 39,8 bilhões. A operação ainda depende de aprovação dos acionistas e de deliberação posterior do conselho.

O plano prevê três emissões simultâneas: ações ordinárias, preferenciais classe B e units, cada uma formada por uma ação ordinária e uma preferencial classe A.

Preços e direito de preferência

No comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários, a empresa fixou em R$ 0,25 o preço de emissão de cada ação ordinária e preferencial classe B. Cada unit terá preço de R$ 0,50.

Acionistas que mantiverem papéis da companhia ao fim do pregão de 6 de novembro terão direito de preferência. O período para exercer esse direito está previsto de 9 de novembro a 8 de dezembro.

A Raízen recomendou que os investidores considerem a subscrição de units, que a companhia espera serem o valor mobiliário mais líquido após a operação. Essa recomendação não elimina a necessidade de cada acionista avaliar os termos e a própria exposição.

Operação precisa passar por deliberações

A Assembleia Geral Extraordinária e a assembleia especial de preferencialistas estão convocadas para 30 de outubro. O conselho deve deliberar sobre o aumento em 6 de novembro, caso as etapas societárias anteriores avancem.

O cronograma indicativo prevê homologação em 16 de dezembro e crédito dos novos valores mobiliários em 18 de dezembro. A companhia ressalva que as datas podem mudar conforme as aprovações e os procedimentos da operação.

O comunicado relaciona a capitalização ao plano de recuperação extrajudicial da Raízen e de controladas, homologado judicialmente em junho.

O valor máximo anunciado não deve ser lido como entrada garantida de R$ 39,8 bilhões em dinheiro: a proposta combina emissões diferentes e está condicionada às deliberações previstas.

Mudança de código não altera a posição

A partir de 3 de novembro, as ações preferenciais hoje negociadas como RAIZ4 passarão a usar o código RAIZ55, com fator de cotação de 100 ações.

A empresa afirma que a mudança altera a forma de exibir o preço, não a quantidade nem o valor da posição.

O próximo marco para o mercado é a votação de sexta-feira. Até lá, o desenho da captação permanece uma proposta, e não uma operação concluída.