A Localiza&Co registrou lucro líquido de R$ 1,13 bilhão no terceiro trimestre de 2026, alta de 29,1% sobre a base ajustada do mesmo período do ano anterior. A receita líquida avançou 14,4%, para R$ 12,28 bilhões, enquanto o Ebitda somou R$ 4,03 bilhões, crescimento de 13,7% na mesma base comparável.

Comparação exige atenção ao efeito do IPI Verde

O lucro reportado no terceiro trimestre de 2025 foi afetado por efeitos relacionados ao IPI Verde. Por isso, a taxa anual de 29,1% divulgada pela companhia usa uma base ajustada, e não a comparação direta com o lucro contábil originalmente publicado. Essa distinção é essencial para entender o crescimento sem superestimar a variação.

As margens variaram por operação: 67,1% no aluguel de carros e 78,7% na gestão de frotas. A receita de seminovos chegou a R$ 6,77 bilhões, alta de 16%; aluguel de carros somou R$ 3,03 bilhões (+16,5%) e gestão de frotas, R$ 2,43 bilhões (+6,8%).

Os números mostram por que a margem deve ser lida por divisão, e não como um único percentual consolidado.

Aluguel, seminovos e gestão de frota

O desempenho reúne operações com dinâmicas diferentes: aluguel de carros, gestão de frotas e venda de seminovos. Na locação, preço, ocupação da frota, custos de manutenção e depreciação influenciam as margens. Na divisão de seminovos, o valor de revenda e o ritmo de desmobilização também afetam o resultado.

A Localiza citou mudanças de preços de veículos novos e usados, lançamentos e concorrência como fatores que influenciam a depreciação por carro. Esses elementos podem alterar a rentabilidade mesmo quando a receita cresce, e devem ser acompanhados junto aos volumes e às margens de cada divisão.

Dívida e próximos indicadores

A dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 33,06 bilhões, 6,5% acima do fim de 2025. O saldo precisa ser avaliado em conjunto com o tamanho da frota e a capacidade de geração de caixa, já que a compra de veículos exige capital e financiamento recorrentes.

Nos próximos resultados, investidores poderão acompanhar custo da dívida, depreciação, preço dos seminovos, utilização dos carros e retorno dos investimentos. Os números trimestrais descrevem o período encerrado em setembro e não garantem que o ritmo de crescimento se repetirá.