O pregão desta quinta-feira (22) terminou com o Ibovespa em -1,15%, aos 204.120,21 pontos, e o Dólar comercial em +0,22%, a R$ 5,038. Em Nova York, o Nasdaq recuou 2,60%, enquanto o Dow Jones avançou 0,02%, segundo dados publicados pela Reuters e pelo UOL.
A PTAX de venda do Banco Central fechou em R$ 5,0383, alta de 0,21% ante o pregão anterior. O índice brasileiro movimentou R$ 39,45 bilhões.
| Indicador | Fechamento | Variação |
|---|---|---|
| Ibovespa | 204.120,21 pontos | -1,15% |
| Dólar comercial | R$ 5,038 | +0,22% |
| S&P 500 | 7.663,43 pontos | -1,21% |
| Nasdaq Composite | 26.008,86 pontos | -2,60% |
| Dow Jones | 52.867,98 pontos | +0,02% |
Mineração e siderurgia concentram as perdas na B3
Vale caiu 3,97%, enquanto CSN recuou 5,43%, Usiminas perdeu 4,81% e Gerdau cedeu 3,92%. O minério de ferro também pesou: o contrato mais negociado em Dalian caiu 1,62%, a 669 yuans por tonelada, conforme o balanço do pregão publicado pelo UOL.
Entre as maiores altas do índice ficaram BB Seguridade (+2,05%), PRIO (+1,85%) e Telefônica Brasil (+1,65%). Petrobras PN avançou 0,14%, apesar da alta de cerca de 4% do Brent, que terminou a US$ 113,17 por barril.
Além da pressão sobre ações de peso, investidores reduziram exposição antes do segundo turno presidencial de domingo. A expectativa por pesquisas eleitorais e a falta de sinalizações fiscais detalhadas mantiveram a cautela, segundo avaliações de especialistas ouvidos pelo UOL.
Nasdaq tem a maior queda desde junho
As ações de tecnologia foram o principal foco de venda em Wall Street. A Meta perdeu 7% após o balanço, apesar de superar estimativas de receita; investidores reagiram às despesas elevadas com inteligência artificial e ao fluxo de caixa. A Tesla caiu 3,1%.
O índice de semicondutores da Filadélfia recuou 6,7%, sua maior baixa diária desde junho. Ainda assim, a queda das gigantes de tecnologia não representou fraqueza uniforme: a maioria das ações americanas subiu, e o Dow terminou praticamente estável, de acordo com a Reuters e a Associated Press.
Petróleo e cautela local sustentam a busca por proteção
A escalada das tensões no Oriente Médio levou o petróleo a uma máxima de cinco meses e reforçou a preocupação com inflação e juros nos Estados Unidos. A procura por ativos considerados mais seguros também ajudou a explicar a alta do Dólar, enquanto o mercado brasileiro ajustava posições antes da votação.
Na quarta-feira, o Ibovespa havia recuado 0,86%, enquanto Wall Street avançou com balanços. A sessão desta quinta-feira inverteu o quadro externo: dúvidas sobre o retorno dos investimentos em IA pressionaram as bolsas americanas e ampliaram a aversão a risco.






