O Banco do Brasil anunciou, no dia 19 de outubro de 2026, o lançamento do Cofrinho de Proventos, uma funcionalidade voltada à gestão de rendimentos de renda variável. A ferramenta, com disponibilidade prevista para o dia 26 de outubro, permite que dividendos, Juros sobre Capital Próprio (JCP) e rendimentos de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) elegíveis sejam direcionados automaticamente para o fundo BB Renda Fixa Simples Reserva RL. O mecanismo opera de forma segregada, não realizando a compra de novas ações ou cotas de FIIs, e não permite aportes manuais provenientes da conta corrente do cliente.

O funcionamento é diferente de reinvestir o pagamento no mesmo ativo que o originou. Se uma companhia distribui dividendos, por exemplo, o valor pode seguir para o fundo escolhido pelo banco, enquanto a quantidade de ações detida pelo cliente permanece a mesma. Há duas posições distintas: o investimento original continua sujeito às suas condições, e o dinheiro recebido passa a seguir a política e os riscos do fundo de destino. A automação altera a destinação do pagamento, não o desempenho futuro da empresa ou do FII.

A configuração do serviço será feita via App Investimentos, onde o usuário poderá criar um ou mais cofrinhos para organizar a destinação de diferentes ativos. Para facilitar a gestão de pequenos valores, a instituição estabeleceu parâmetros específicos de operação:

  • Aplicação mínima de R$ 0,01 por provento recebido.
  • Resgate com liquidez em D+0.
  • Taxa global de administração de 0,5% ao ano.
  • Destinação exclusiva para o fundo BB Renda Fixa Simples Reserva RL.

Os rendimentos obtidos no fundo de destino têm tratamento tributário próprio. Essa etapa deve ser separada do pagamento original: o imposto aplicável ao ganho da nova aplicação não significa, por si só, uma nova cobrança sobre todo o principal recebido como provento. Também não se pode deduzir o rendimento líquido apenas da remuneração bruta, pois despesas e tributos podem afetar o valor que fica com o cotista. As condições específicas constam dos documentos do fundo e do serviço.

A liquidez em D+0 descreve o prazo de conversão e pagamento do resgate segundo as regras do produto; não é promessa de rentabilidade diária fixa. Já a taxa anual é uma despesa do fundo e precisa ser distinguida do resultado que ele consegue gerar. Assim, automatizar a aplicação simplifica uma tarefa operacional, mas não transforma os proventos em um retorno adicional garantido nem elimina a necessidade de conhecer o destino do dinheiro.