Atividades ligadas a minerais considerados críticos e estratégicos empregaram 129.423 pessoas no Brasil em 2025. Cerca de 57% desses postos estavam na indústria extrativa, de acordo com dados da Agência Nacional de Mineração.

O total representa avanço de 8,6% em relação a 2023. Esses minerais são usados em cadeias como energia, equipamentos eletrônicos, transporte e construção, embora a lista de materiais estratégicos possa variar conforme a política pública e a tecnologia.

Qualificação também aparece nos dados

Do total ligado aos minerais críticos, 51.714 postos eram ocupados por trabalhadores com qualificação, segundo a ANM. A agência também divulga remunerações medianas por escolaridade: em 2025, os valores foram de aproximadamente R$ 3,2 mil para nível fundamental, R$ 4,1 mil para médio e R$ 11,9 mil para superior.

O recorte ajuda a enxergar que a cadeia inclui funções além da extração direta, como engenharia, manutenção, análise laboratorial e logística. Os números variam conforme a substância, o município e a ocupação; por isso, a mediana nacional não representa o salário de cada trabalhador.

O crescimento do emprego mostra a importância econômica da mineração, mas também traz desafios. Licenciamento, segurança, qualificação profissional e impacto ambiental influenciam a capacidade de transformar recursos naturais em desenvolvimento duradouro.

O que a lista de minerais significa

A classificação de um mineral como crítico ou estratégico está ligada à importância econômica e à segurança de cadeias produtivas. Ela não é uma garantia de novas minas nem de empregos imediatos: investimentos dependem de pesquisa, licenciamento, preço e infraestrutura.

A ANM disponibiliza recortes por município e ocupação em seu portal, o que permite comparar realidades que desaparecem na média nacional. Esses dados podem orientar políticas de formação profissional e ajudar trabalhadores a entender quais qualificações são mais procuradas na região.

O número de vagas não mede sozinho salários ou qualidade do trabalho. Para entender melhor o setor, vale acompanhar os dados da ANM e os projetos que avançam da pesquisa para a produção.