As exportações brasileiras de carne de frango somaram 4,3 milhões de toneladas entre janeiro e setembro de 2026, avanço de 14% sobre igual intervalo de 2025. A receita alcançou US$ 8,5 bilhões, alta de 21,8%, de acordo com dados reunidos pelo Departamento de Economia Rural do Paraná.

O estado foi o principal exportador, com 1,8 milhão de toneladas e US$ 3,39 bilhões em receita cambial. O volume paranaense cresceu 18%, e sua participação chegou a 41,8% do total nacional.

Receita avançou mais que o volume no Paraná

A diferença entre o crescimento da receita e o das toneladas indica que o valor médio exportado também contribuiu para o resultado. Isso pode refletir preços, composição dos produtos e destinos, mas o boletim não atribui a variação a um único fator.

Para empresas integradas de aves, o desempenho externo importa porque influencia o escoamento da produção e a receita em moeda estrangeira. O número, contudo, não significa que toda a cadeia tenha a mesma rentabilidade: custos de ração, logística, energia e sanidade variam entre produtores e frigoríficos.

O contexto sanitário continua relevante. O site já explicou como as restrições relacionadas à doença de Newcastle podem ficar limitadas a áreas específicas, em vez de atingir automaticamente toda a produção nacional.

Suínos também avançaram, mas com receita mais fraca no Paraná

As exportações brasileiras de carne suína cresceram 6,5% em volume nos nove primeiros meses, para 1,16 milhão de toneladas. A receita nacional subiu 1,4%, a US$ 2,7 bilhões, ritmo bem menor que o observado no frango.

O Paraná embarcou 186,3 mil toneladas de carne suína, alta de 7,7%, mas a receita estadual caiu 6%, para US$ 417,7 milhões. O contraste entre volume e faturamento reforça que toneladas embarcadas, por si só, não medem o preço recebido.

O que acompanhar até o fim do ano

A safra de soja e as condições das lavouras podem alterar o custo de alimentação animal, um componente importante da avicultura e da suinocultura. No Paraná, o plantio da soja alcançava 71% da área prevista, e 85% das lavouras eram avaliadas como boas no boletim divulgado em 5 de novembro.

Os números de janeiro a setembro apontam expansão da presença brasileira no comércio de proteínas. Para avaliar se o ritmo se mantém, ainda será necessário observar os embarques do último trimestre, os preços internacionais e a evolução de custos e exigências sanitárias.