O Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira será realizado de 1º a 30 de novembro, com participação de mais de 160 instituições financeiras e entidades parceiras. A iniciativa permite buscar condições especiais para regularizar determinados débitos bancários em atraso.
Segundo a Febraban, entram na ação dívidas vencidas e não prescritas de cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e outras modalidades de crédito contratadas com bancos e instituições financeiras.
Quais débitos podem ser negociados
Financiamentos com bens dados em garantia, como crédito imobiliário ou financiamento de veículo, não são incluídos no mutirão. Também ficam de fora dívidas prescritas. A consulta ao credor é importante porque a elegibilidade depende do tipo de contrato, do atraso e da situação específica da cobrança.
O consumidor pode negociar pelos canais oficiais da instituição credora ou pelo portal Consumidor.gov.br, acessado com conta gov.br nível prata ou ouro. A lista de participantes e orientações da campanha estão na página oficial do Mutirão da Febraban.
Compare o acordo antes de aceitar
As condições não são iguais para todos: cada instituição define se oferece redução de taxas, prazo maior, mudança no calendário de pagamento ou migração para outra modalidade de crédito. O desconto divulgado não deve ser analisado isoladamente; some as parcelas e compare o total com outras propostas disponíveis.
Antes de fechar, confira o valor de entrada, o número de prestações, os juros, as datas de vencimento e o custo total. Uma parcela que cabe apenas em um mês excepcional pode voltar a atrasar. Considere as despesas essenciais e as contas que já vencem no mesmo período.
Se a proposta envolver troca da dívida por um novo empréstimo, compare o custo efetivo total e confirme se o contrato novo realmente reduz o custo ou apenas estende o pagamento. Não é recomendável contrair crédito adicional sem entender encargos, prazo, multas e o que acontece em caso de atraso.
Histórico e limites da iniciativa
O mutirão faz parte do calendário semestral de negociação do setor bancário. Na edição de março de 2026, os bancos repactuaram 2,7 milhões de contratos em atraso, 56% acima do mesmo mês de 2025, segundo a federação. Desde 2019, as edições somam mais de 38,3 milhões de contratos renegociados.
Esses números mostram a escala das edições anteriores, mas não garantem desconto ou aprovação para cada consumidor. A análise é individual e depende da política de crédito da instituição. Guardar protocolos e cópias da proposta ajuda a acompanhar o cumprimento do acordo.
Quem não consegue chegar a uma parcela compatível pode pedir nova simulação, procurar o Procon local ou usar os canais de defesa do consumidor. O objetivo é formalizar um compromisso que possa ser mantido sem comprometer moradia, alimentação, transporte e outras despesas essenciais.
Fontes: Febraban — regras e datas do mutirão; Meu Bolso em Dia — participantes e orientação; InfoMoney — detalhes da negociação.





