A Anatel realizou em 27 de outubro uma atividade do programa Anatel Protege voltada à autonomia digital de pessoas com 60 anos ou mais. O encontro abordou prevenção a fraudes, proteção de dados e uso seguro de serviços conectados.

Entre os exemplos discutidos estão mensagens e SMS em que golpistas se passam por bancos, órgãos públicos, empresas ou pessoas conhecidas. O ponto decisivo é confirmar a solicitação por um canal já conhecido, sem usar telefone ou link enviado na própria mensagem.

Pedidos urgentes de códigos e pagamentos exigem pausa

Uma mensagem que pede senha, código recebido por SMS, dados bancários ou transferência urgente não deve ser respondida no mesmo canal. A pessoa pode abrir o aplicativo oficial ou digitar o endereço do serviço no navegador para verificar se existe um aviso legítimo.

Quando o pedido parece vir de familiar, ligar para o número salvo na agenda ajuda a conferir a identidade. Fotos e nomes em aplicativos podem ser copiados; urgência, segredo e ameaça são sinais para interromper a conversa e confirmar a história.

Proteções do aparelho reduzem exposição

Manter sistema e aplicativos atualizados, usar bloqueio de tela e ativar autenticação em duas etapas aumenta a proteção da conta. Também é prudente não instalar programas enviados por links nem permitir acesso remoto sem verificar quem está solicitando.

A iniciativa da Anatel tem caráter educativo e não elimina o risco de fraude. Se houver transferência ou exposição de dados, a pessoa deve contatar imediatamente o banco ou serviço envolvido, bloquear acessos e registrar a ocorrência para tentar impedir novas movimentações.

O material da agência destaca que a segurança depende tanto de ferramentas quanto da capacidade de reconhecer tentativas de manipulação. Compartilhar orientações com familiares e cuidadores pode ajudar, desde que a pessoa mais velha mantenha autonomia para decidir e pedir apoio.