O Ibovespa fechou esta quarta-feira (28) em queda de 2,79%, aos 170.811,66 pontos, e ampliou as perdas pelo segundo pregão consecutivo. O índice abriu perto de 175,7 mil pontos e encerrou próximo da mínima do dia.

O dólar comercial terminou a sessão praticamente estável, cotado a R$ 5,34, com recuo de 0,05%. Em Nova York, os principais índices avançaram depois que o Federal Reserve manteve os juros nos Estados Unidos.

Indicador Fechamento Variação
Ibovespa 170.811,66 pontos -2,79%
Dólar comercial R$ 5,34 -0,05%
Dow Jones 52.475,10 pontos +0,19%
S&P 500 7.743,98 pontos +0,28%
Nasdaq 26.549,85 pontos +0,27%

Bolsa brasileira estende a correção

O resultado desta quarta veio depois da queda de 13,88% na segunda-feira e do recuo de 0,51% na terça. Desde o fechamento de sexta-feira (23), antes do resultado eleitoral, o Ibovespa acumula perda aproximada de 16,7%.

Investidores seguem buscando sinais sobre a condução fiscal e a composição da equipe econômica para o próximo mandato. Durante o pregão, veículos de mercado também registraram pressão dos juros futuros e ajustes de posições como elementos acompanhados pelos operadores.

O movimento do índice não foi uniforme. Entre as ações de maior peso, Bradesco PN (BBDC4) caiu 6,04%, Banco do Brasil ON (BBAS3) recuou 3,22%, Itaú PN (ITUB4) perdeu 3,11% e Vale ON (VALE3) baixou 2,86%. Petrobras PN (PETR4), por outro lado, subiu 0,21%.

WEG, Prio e Suzano avançam; varejo fica entre as baixas

WEG (WEGE3) subiu 2,71%, Prio (PRIO3) ganhou 2,68% e Suzano (SUZB3) avançou 2,59%, entre os melhores desempenhos do índice. Os ganhos dessas companhias limitaram parcialmente a queda do Ibovespa, mas não compensaram as perdas disseminadas em outros setores.

Na ponta negativa, Casas Bahia (BHIA3) recuou 15,38%, Vamos (VAMO3) caiu 13,75% e Automob (AMOB3) perdeu 13,33%. Magazine Luiza (MGLU3) e LWSA (LWSA3) também figuraram entre as maiores baixas, com quedas de 11,83% e 11,26%, respectivamente.

As variações mostram uma sessão de forte dispersão entre empresas. O desempenho individual de cada ação pode refletir fatores próprios, além do movimento geral de juros e apetite por risco; por isso, a queda do índice não representa igualmente todos os papéis.

Dólar fecha a R$ 5,34 após oscilar entre R$ 5,31 e R$ 5,40

A moeda americana encerrou a R$ 5,34, baixa de 0,05% ante o fechamento anterior, depois de negociar entre R$ 5,31 e R$ 5,40. A cotação é do dólar comercial à vista; a taxa PTAX divulgada pelo Banco Central é uma referência calculada em janelas próprias e não corresponde ao preço de fechamento do mercado.

A estabilidade diária do câmbio contrasta com a queda da bolsa e não elimina a volatilidade recente. Na segunda-feira, o dólar havia avançado mais de 8%, e parte desse movimento foi devolvida nos pregões seguintes, enquanto investidores ajustavam posições.

Wall Street sobe após Fed manter juros

O Dow Jones avançou 0,19%, o S&P 500 ganhou 0,28% e o Nasdaq subiu 0,27%. Segundo a Associated Press, os rendimentos dos títulos de dois anos primeiro avançaram após o comunicado do Fed e depois recuaram, quando operadores reduziram as apostas em aumentos futuros dos juros.

O banco central americano manteve a taxa básica no intervalo de 3,75% a 4% ao ano, por votação de 10 a 2. As diretoras Lisa Cook e Beth Hammack defenderam uma alta de 0,25 ponto percentual. O comunicado afirmou que a inflação continua elevada e que novos dados serão importantes para a decisão sobre os próximos passos.

O avanço dos índices americanos e a queda do Ibovespa mostram que os mercados tiveram leituras diferentes nesta sessão. No Brasil, a atenção permaneceu concentrada na reavaliação dos ativos locais e nas incertezas sobre política econômica; nos Estados Unidos, a decisão do Fed e a sinalização para os próximos meses dominaram o fechamento.

Na cobertura anterior, o Notícias Dinheiro explicou a reação dos ativos brasileiros após o resultado eleitoral e os cenários para o mercado. Veja a análise sobre a reeleição e as expectativas para a bolsa.