Semeadura supera o ritmo médio recente
O plantio do milho da safra de verão 2026/27 alcançou 68,8% da área estimada para o Centro-Sul até sexta-feira, 23 de outubro, segundo a Safras & Mercado. A região tem previsão de 3,561 milhões de hectares. Na mesma época de 2025, a semeadura já cobria 62,4% de uma área estimada em 3,608 milhões de hectares; a média dos últimos cinco anos é 63,2%. A comparação mostra um avanço mais rápido, mas não permite concluir, por si só, que a produção será maior: produtividade, clima e área efetivamente cultivada ainda interferem no resultado.
Sul está perto de concluir o plantio
O avanço é mais intenso nos estados do Sul. O levantamento indica 94,6% da área prevista no Rio Grande do Sul, 95,8% em Santa Catarina e 90,2% no Paraná. Essas taxas deixam boa parte da semeadura regional encaminhada, embora ainda haja áreas a plantar e a necessidade de acompanhar a emergência das lavouras. O calendário pode variar entre estados porque a cultura disputa janela de implantação com outras atividades e depende das condições de solo e de umidade.
Centro-Oeste e Sudeste têm ritmos diferentes
Em Minas Gerais, a semeadura atingiu 38,7% dos 847 mil hectares projetados. São Paulo chegou a 43,6% de uma área prevista de 293 mil hectares. Já Goiás e Distrito Federal registraram 16,2% dos 282 mil hectares esperados, enquanto Mato Grosso do Sul alcançou 14,7% de 24 mil hectares. Em Mato Grosso, o levantamento apontou 10,3% de uma estimativa de apenas 10 mil hectares para o milho de verão.
Área regional e calendário ajudam a interpretar o dado
O número de 68,8% é uma média ponderada pela área dos estados incluídos no levantamento, não uma taxa uniforme para cada produtor. O ritmo elevado no Sul tem peso relevante porque a região concentra parte expressiva da área prevista. Por isso, a leitura do percentual precisa vir acompanhada da distribuição geográfica: um estado mais adiantado não elimina atrasos localizados em outras regiões nem substitui a avaliação das condições de lavoura.
Próximos dados devem mostrar implantação e clima
Os próximos levantamentos podem alterar a comparação à medida que a semeadura avançar. Além da área plantada, o acompanhamento deve observar emergência, desenvolvimento inicial e eventuais replantios. Para a oferta de milho no Brasil, também contam as safras posteriores, estoques, exportações e demanda interna. O avanço acima da média é um sinal de calendário, não uma estimativa final de colheita ou de preços.
Fontes: Safras & Mercado — levantamento do plantio de milho; Conab — primeiro levantamento da safra de grãos 2026/27.






