A B3 ampliou, exclusivamente para o pregão regular desta segunda-feira (26), os limites diários de oscilação de contratos futuros de índice, dólar, juros e de dois ETFs ligados ao Ibovespa. A mudança respondeu à expectativa de volatilidade excepcional no mercado após o resultado das eleições e não vale automaticamente para os próximos pregões.

Nos contratos futuros de Ibovespa (IND) e minicontratos (WIN), o limite inferior passou de -15% para -20%. Para o dólar futuro (DOL) e o mini dólar (WDO), o limite superior foi ampliado de 8,4% para 12%, em todos os vencimentos. As regras constam do comunicado oficial da B3.

Faixas de DI e ETFs também foram alteradas

A bolsa ainda elevou os limites superiores de oscilação dos contratos futuros de DI, que variam conforme o vencimento. No contrato de primeiro vencimento, por exemplo, o teto subiu de 40 para 58 pontos; em outros prazos, a B3 publicou faixas próprias, refletindo a estrutura dos contratos.

Os ETFs BOVA11 e BOVV11 tiveram o limite superior ampliado de 9% para 15%. A reportagem do InfoMoney também detalhou a decisão da bolsa e o contexto de volatilidade que levou à mudança.

Limite de contrato futuro não prevê o fechamento da Bolsa

Os limites definem a faixa de preço em que determinados contratos podem ser negociados durante a sessão. Eles não são uma previsão da B3 sobre onde o Ibovespa ou o dólar encerrariam o dia, nem representam uma ordem para que esses preços atinjam os novos patamares.

A mudança também não deve ser confundida com uma suspensão geral da negociação de ações. Índice futuro, dólar futuro, DI e ETFs são instrumentos diferentes, com regras e referências próprias. A decisão foi temporária e associada à sessão de 26 de outubro, conforme o aviso da bolsa.

O movimento ocorreu no mesmo dia em que o mercado à vista registrou uma queda de 13,88% do Ibovespa e alta de 8,21% do dólar, conforme o fechamento publicado pelo Notícias Dinheiro. A ampliação das faixas permitiu que os contratos futuros acompanhassem oscilações maiores dentro do pregão, mas não elimina riscos de preço, liquidez ou perdas para quem opera derivativos.

Como a regra era válida apenas para esta sessão, qualquer limite aplicável em um pregão posterior depende de novo comunicado e das regras vigentes para cada contrato. O comunicado de 26 de outubro não deve ser usado como referência permanente para negociações futuras.