O projeto hidrelétrico australiano Snowy 2.0 poderá custar até A$ 25 bilhões, segundo uma reavaliação divulgada nesta sexta-feira (23). O custo-alvo foi fixado em A$ 22,2 bilhões, com uma margem adicional de A$ 2,8 bilhões para riscos. A entrada em operação completa foi projetada para o fim de 2029.

O empreendimento conecta os reservatórios de Tantangara e Talbingo por meio de túneis e uma central subterrânea de bombeamento e geração. A ideia é armazenar energia bombeando água para um reservatório superior quando houver excedente e gerar eletricidade quando a demanda aumentar ou a produção eólica e solar recuar.

O que a revisão muda no projeto

O custo atualizado é cerca de 12 vezes superior à estimativa original, mas essa comparação abrange períodos e escopos distintos do desenvolvimento do projeto. A revisão atribui pressões a desafios de construção subterrânea, atrasos e condições geológicas. A companhia espera que a primeira geração de energia comece antes da conclusão total, no início de 2029.

Para o setor elétrico brasileiro, a experiência interessa pelo debate sobre armazenamento de longa duração e integração de fontes renováveis. A revisão australiana é um caso de execução de megaprojeto, não uma referência direta para estimar custo ou prazo de uma obra no Brasil: geologia, desenho, contratos e rede elétrica diferem entre países.

A informação foi divulgada pela estatal Snowy Hydro e detalhada pela ABC News Australia. A imagem da obra foi publicada pela própria empresa do projeto, Snowy Hydro.