A atividade empresarial da Zona do Euro cresceu em ritmo mais lento em outubro, segundo a leitura preliminar do índice de gerentes de compras (PMI). O indicador composto caiu para 51,9, de 53,1 em setembro, atingindo o menor nível em quatro meses. Como permanece acima de 50, a pesquisa ainda aponta expansão, embora mais moderada.
O levantamento da S&P Global mostrou perda de impulso tanto na indústria quanto nos serviços, ao mesmo tempo em que empresas relataram aumento de custos. A leitura também foi afetada pelo quadro francês, onde a atividade privada voltou a enfraquecer em meio à incerteza política e orçamentária.
Uma expansão mais frágil
O PMI é uma pesquisa com empresas e funciona como sinal antecipado da direção da atividade; não é uma medição final do PIB. Uma queda do índice não significa, por si só, que a economia entrou em contração. O ponto central da divulgação é que o crescimento continua, mas perdeu velocidade após o resultado de setembro.
Custos maiores podem complicar a decisão do Banco Central Europeu: uma atividade menos firme reduz o espaço para aperto monetário, enquanto pressões de preço podem atrasar cortes de juros. A pesquisa não resolve esse dilema, mas oferece um retrato atualizado da percepção empresarial.
Para o Brasil, a Zona do Euro é um mercado relevante para exportações e uma fonte de demanda por matérias-primas e bens industriais. A pesquisa não aponta uma mudança específica nas compras europeias de produtos brasileiros; a eventual repercussão dependerá da persistência dessa desaceleração e dos dados de comércio. Os números foram reportados pela Reuters, com base na pesquisa da S&P Global.






