A Petrobras informou em 29 de outubro que identificou mais um intervalo portador de petróleo no poço exploratório Morpho, no bloco FZA-M-59, na costa do Amapá. Com isso, a companhia contabiliza três descobertas em diferentes intervalos do mesmo poço.

A perfuração e a coleta de dados geológicos foram concluídas em lâmina d’água de 2.886 metros. A sonda NS-42 deve deixar a área e seguir para a Bacia Potiguar, onde começará a perfuração do poço Mãe de Ouro.

O que foi encontrado no poço

Segundo a estatal, a nova ocorrência foi identificada durante a avaliação de outros intervalos de interesse. Os dados obtidos por perfis elétricos, amostras de rocha e fluidos ajudam a caracterizar a estrutura geológica e a presença de hidrocarbonetos.

A companhia diz que os resultados ampliam o conhecimento sobre o potencial exploratório da Bacia da Foz do Amazonas. A etapa é de pesquisa: não há divulgação de volume recuperável, qualidade comercial do óleo ou plano de produção para essa área.

Descoberta não equivale a reserva pronta para produzir

Em poços exploratórios, encontrar petróleo é um sinal geológico relevante, mas ainda é necessário integrar amostras e medições, estimar volumes e avaliar se a extração é técnica e economicamente viável. Isso costuma depender de estudos adicionais e de novas perfurações.

Por isso, a terceira ocorrência não deve ser interpretada como confirmação de um campo comercial nem como aumento imediato da produção brasileira. A Petrobras descreve o resultado como dado para análise do sistema petrolífero e do potencial de recursos da região.

Próximos passos da exploração

Com a perfuração encerrada, a empresa fará a finalização e o abandono do poço exploratório. A sonda seguirá para a costa do Rio Grande do Norte, conforme o comunicado da Petrobras, que mantém a atividade na Margem Equatorial vinculada à estratégia de reposição de reservas.

O avanço da avaliação técnica será determinante para dimensionar o que as descobertas significam. Até que os estudos sejam concluídos, a informação mais concreta é a existência de três intervalos portadores de petróleo, sem estimativa pública de reservas ou cronograma de produção.