O Ibovespa avançou 0,47% nesta sexta-feira (23) e encerrou aos 205.082,56 pontos, enquanto o dólar comercial caiu 0,90%, a R$ 4,9931. Foi o último pregão antes do segundo turno das eleições presidenciais. Na semana, porém, o índice brasileiro recuou 0,17%.
Em Nova York, os três principais índices terminaram no vermelho: o Dow Jones caiu 1,23%, o S&P 500 recuou 0,52% e o Nasdaq perdeu 0,21%. A diferença entre as praças refletiu fatores locais no Brasil e a pressão do petróleo sobre os ativos americanos.
Fechamento dos principais indicadores
| Indicador | Fechamento | Variação |
|---|---|---|
| Ibovespa | 205.082,56 pontos | +0,47% |
| Dólar comercial à vista | R$ 4,9931 | -0,90% |
| Dólar PTAX de venda | R$ 5,0377 | -0,01% |
| Dow Jones | 52.215,16 pontos | -1,23% |
| S&P 500 | 7.623,68 pontos | -0,52% |
| Nasdaq | 25.955,34 pontos | -0,21% |
As cotações do dólar não são contraditórias: o valor de R$ 4,9931 corresponde ao dólar à vista negociado no mercado; a PTAX de venda, calculada pelo Banco Central em janelas de consulta durante o dia, ficou em R$ 5,0377. O boletim oficial do Banco Central confirma a taxa de referência.
Petrobras e bancos sustentam a Bolsa brasileira
O avanço foi disseminado entre os papéis mais líquidos. Petrobras PN (PETR4) subiu 1,47%, Vale (VALE3) ganhou 0,67% e Banco do Brasil (BBAS3) avançou 3,34%. Entre as maiores altas do Ibovespa, CSN (CSNA3) disparou 12,41%, Usiminas (USIM5) subiu 4,74% e Natura (NATU3) avançou 4,50%.
Na ponta negativa, Vibra (VBBR3) caiu 3,19%, WEG (WEGE3) recuou 2,89% e Telefônica Brasil (VIVT3) perdeu 2,26%. Os dados de fechamento e os destaques por ação foram compilados pelo TradeMap e pelo Bom Dia Mercado.
O IPCA-15 subiu 0,32% em outubro, abaixo dos 0,70% de setembro. O dado, divulgado pelo IBGE, ficou abaixo das expectativas e ajudou a compor um ambiente mais favorável aos ativos locais, embora uma prévia mensal não determine sozinha as próximas decisões de juros. A Agência Brasil detalha a composição da inflação. Investidores também ajustaram posições diante da incerteza eleitoral, sem que o movimento de um único dia represente uma tendência consolidada.
Petróleo e juros pesam em Wall Street
Nos Estados Unidos, o Brent subiu 3,1%, a US$ 116,72 por barril, maior nível desde junho de 2022, e os juros do Treasury de dez anos avançaram a 4,99%. A combinação reacendeu preocupações com inflação, custo de financiamento e retorno dos investimentos elevados em inteligência artificial.
O estrategista Angelo Kourkafas, da Edward Jones, avaliou que investidores estão mais atentos aos custos iniciais da infraestrutura de IA e à incerteza sobre quando esses investimentos se converterão em retorno. O comentário foi reproduzido pela Associated Press, que também registrou perdas em cerca de três quartos das ações do S&P 500. Empresas de energia destoaram: Chevron subiu 2,9% e ConocoPhillips, 3,6%.
O quadro do dia foi, portanto, dividido: inflação abaixo do esperado, petróleo e bancos apoiaram ações brasileiras; nos EUA, o encarecimento da energia e as dúvidas sobre os custos da IA mantiveram pressão sobre os índices. O mercado encerra a semana olhando para a decisão eleitoral no Brasil e para balanços e dados de inflação previstos nos Estados Unidos na próxima semana.






