A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) marcou para 3 de novembro, às 10h, um pregão para contratar o transporte de aproximadamente 9,9 mil toneladas de milho dos estoques públicos. As cargas sairão de cinco municípios e seguirão para destinos em seis estados.

A operação envolve grãos da safra 2024/2025 e será disputada pelo Sistema de Comercialização Eletrônico da Conab, em Brasília. O modelo prevê ofertas decrescentes de preço, o que permite comparar propostas de frete para cada lote.

Rotas conectam origens e destinos em seis estados

O maior volume parte de Imperatriz, no Maranhão: 4,1 mil toneladas serão distribuídas entre Ananindeua, no Pará, e Floriano e Teresina, no Piauí. De Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, sairão cargas para Parnaíba, no Piauí, e Arcoverde, em Pernambuco.

Outras rotas ligam Ponta Grossa, no Paraná, a Colatina, no Espírito Santo; Pontalina a Goiânia, em Goiás; e Irecê, na Bahia, a Itaberaba e Ouricuri, na Bahia e em Pernambuco.

A divisão por lotes é importante porque distância, acesso rodoviário e disponibilidade de veículos mudam o custo de cada trecho.

Quem pode disputar e quais são os prazos

Podem participar transportadoras com atividade compatível e registro ativo no RNTRC. A Conab também exige regularidade nos cadastros públicos e cumprimento dos pisos mínimos de frete da ANTT; empresas impedidas ou com pendências no Cadin não podem concorrer.

Depois da disputa, a companhia prevê convocar as transportadoras para iniciar os embarques até 11 de novembro. As garantias contratuais devem ser encaminhadas até 6 de novembro, e a documentação de transporte, até o dia 10.

Os preços vencedores terão validade até 27 de fevereiro de 2027.

O que o pregão pode indicar sobre o abastecimento

O edital organiza o deslocamento de milho que já integra os estoques públicos; não representa uma nova safra nem uma venda automática do produto. A contratação de frete é uma etapa logística para levar o grão às localidades definidas pela Conab.

Para o setor, o resultado dos lotes mostrará quanto as empresas aceitam cobrar por corredores distintos, respeitando o piso regulatório.

Isso pode ajudar a acompanhar custos de movimentação, mas não permite concluir, sozinho, que o preço do milho ou do frete em todo o país vá subir ou cair.