Uma solução da B3 para ampliar a liquidez de títulos públicos movimentou mais de R$ 10 bilhões em seu primeiro mês de funcionamento, segundo a própria bolsa. A iniciativa busca facilitar operações com esses papéis no mercado secundário e ampliar as possibilidades de negociação entre participantes.
Do total, R$ 1,5 bilhão correspondeu a negócios feitos diretamente nos leilões eletrônicos; outros R$ 8,9 bilhões foram negociados nos mesmos títulos depois das sessões. A B3 atribui a parcela posterior ao efeito de atração de liquidez da ferramenta.
As janelas funcionam como calls: participantes registram ofertas de compra e venda e o sistema define o preço que permite fechar o maior volume possível. A concentração de ordens busca facilitar negócios e dar mais transparência à formação de preços.
Liquidez é a facilidade de comprar ou vender um ativo sem provocar grande alteração em seu preço. No caso dos títulos públicos, ela é importante para instituições que precisam ajustar posições e para investidores que podem precisar sair antes do vencimento. Ainda assim, a liquidez pode variar conforme o papel e as condições de mercado.
A negociação no mercado secundário não altera as regras do Tesouro Direto para pessoas físicas. O preço de venda antecipada pode ser diferente do valor investido porque títulos prefixados e atrelados à inflação oscilam com as taxas de juros. Assim, liquidez não significa garantia de resgate sem perda.
Segundo a B3, a ferramenta negocia NTN-Bs no mercado secundário. O volume movimentado não equivale a recursos novos captados pelo Tesouro nem garante liquidez igual para todos os títulos e investidores.






