O Brasil adicionou **703,70 megawatts (MW)** de capacidade de geração elétrica em outubro, quando 26 usinas começaram a operar comercialmente. Todas eram de fontes renováveis, segundo levantamento divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em 6 de novembro.
Do total, 23 usinas eólicas acrescentaram 648 MW, todas localizadas na Paraíba. As outras três eram centrais solares, com 55,70 MW: 32,50 MW na Bahia, 13,20 MW no Rio de Janeiro e 10 MW em Minas Gerais.
Expansão de 2026 aproxima-se de 5,9 GW
Entre janeiro e outubro, a expansão da capacidade foi de **5.887,76 MW**, distribuída por 125 usinas que entraram em operação. O resultado reúne fontes diferentes e não deve ser confundido com a geração efetiva de energia em cada mês.
Até o fim de outubro, usinas em 18 estados haviam iniciado operação comercial. Mato Grosso do Sul registrou o maior acréscimo, com 894,20 MW, seguido pela Paraíba, com 774 MW, e pelo Pará, com 649,37 MW.
Eólica liderou a expansão mensal
A energia dos ventos respondeu por quase toda a capacidade adicionada em outubro. O dado indica entrada de novas unidades na matriz, mas não mostra quanto elas produziram no período, pois a geração varia conforme disponibilidade do recurso e condições operacionais.
A expansão solar do mês foi menor em potência, mas contribuiu para diversificar as fontes. As três usinas solares entraram em operação em estados diferentes, ampliando a capacidade instalada em regiões distintas.
Capacidade instalada e produção são medidas diferentes
Megawatt mede potência, ou capacidade de geração; megawatt-hora mede energia efetivamente produzida ao longo do tempo. Assim, a entrada de uma usina amplia a capacidade potencial do sistema, sem significar que a mesma quantidade de energia seja gerada continuamente.
A operação também depende de conexão à rede, disponibilidade das usinas e despacho do sistema. No caso de fontes variáveis, vento e irradiação solar influenciam a produção, enquanto a transmissão precisa levar a energia até os centros de consumo.
Acompanhamento da expansão
A ANEEL atualiza os dados de empreendimentos e usinas em operação no Sistema de Informações de Geração (SIGA). O painel permite consultar expansão por ano, fonte e região, além de acompanhar projetos em implantação.
O balanço de outubro mostra predominância de fontes renováveis nas novas entradas do mês e avanço expressivo no acumulado anual. Para avaliar efeitos sobre oferta, preços ou segurança do sistema, é necessário combinar esses dados com geração, demanda, transmissão e armazenamento.
Fontes: ANEEL — expansão da matriz em outubro; ANEEL — Sistema de Informações de Geração





