O Grupo Piracanjuba assumiu em 1º de novembro a operação da unidade de lácteos da Cooperativa Mista dos Produtores de Leite de Morrinhos (Complem), em Morrinhos, Goiás. A transição ocorreu após aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
O acordo prevê o arrendamento dos ativos industriais e da marca Compleite. Com a operação, a Piracanjuba passa a contar com 13 plantas no país e prevê processar cerca de 300 mil litros de leite por dia na unidade goiana.
Como fica a produção em Morrinhos
A fábrica continuará produzindo e distribuindo itens Compleite nos mercados em que a marca já atua e também deverá fabricar produtos Piracanjuba. A companhia informou que pretende modernizar a planta, atualizar equipamentos e ampliar a capacidade de processamento.
A operação não representa a transferência de todas as atividades da cooperativa. A Complem continuará responsável pela captação e comercialização do leite de seus associados, além de manter negócios em grãos, nutrição animal, lojas agropecuárias e supermercados.
O que muda para trabalhadores e produtores
A transição incorporou aproximadamente 200 funcionários que atuavam na operação de lácteos ao quadro da Piracanjuba, segundo informações divulgadas pela empresa. O dado se refere aos trabalhadores da unidade, não a uma nova seleção de vagas.
Os produtores cooperados continuam ligados à Complem. A cooperativa mantém o relacionamento com os associados, recebe e capta a matéria-prima e encaminha o leite para processamento industrial. Esse arranjo separa a operação fabril da atividade de organização dos produtores.
Expansão industrial e peso da cadeia local
A unidade de Morrinhos reforça a presença do grupo em Goiás, onde a companhia já mantém operações. O processamento previsto de 300 mil litros por dia amplia a capacidade industrial local, mas o volume efetivo dependerá da oferta de leite, da modernização dos equipamentos e da demanda pelos produtos.
A Complem informou faturamento acima de R$ 1 bilhão em 2025, enquanto a Piracanjuba mantém uma rede nacional de fábricas e postos de resfriamento. A CNN Brasil detalhou a transferência e os planos para a unidade; a cobertura de setembro explica o acordo original.





