A Qualcomm divulgará na quarta-feira, 4 de novembro, os resultados do quarto trimestre e do exercício fiscal de 2026, após o fechamento do mercado. A companhia confirmou a data e transmitirá uma teleconferência para discutir os números.

No trimestre fiscal anterior, a empresa reportou receita de US$ 9,9 bilhões e lucro por ação de US$ 1,87 pelo padrão contábil GAAP. A receita ficou 4% abaixo da registrada um ano antes, segundo o documento enviado à SEC.

Os segmentos ajudam a entender a dependência de celulares

A divisão QCT reúne chips e componentes para smartphones, automóveis e internet das coisas; QTL concentra licenciamento de patentes. O balanço permitirá acompanhar a participação de cada frente e se os negócios automotivos e IoT compensam oscilações no mercado de aparelhos móveis.

No trimestre anterior, a Qualcomm informou crescimento anual de 28% nas receitas combinadas de automotivo e IoT. A comparação ajuda a avaliar a diversificação, mas um período isolado não comprova que esses negócios já substituíram a importância dos celulares.

Orientação e cadeia de suprimentos

Investidores também devem observar as projeções para o trimestre seguinte e comentários sobre custos e disponibilidade de memória. A própria empresa mencionou um ambiente de oferta e preços de componentes mais desafiador no balanço anterior.

Os resultados e a teleconferência serão divulgados após o pregão americano. A reação dependerá da comparação com expectativas do mercado e do tom da orientação, não apenas da receita reportada.

Celulares ainda concentram a maior parte da divisão de chips

O balanço fiscal anterior ajuda a dimensionar a diversificação: QCT somou US$ 8,5 bilhões e caiu 5% em um ano. Dentro do segmento, a receita de celulares recuou 20%, para US$ 5,1 bilhões; automotivo avançou 61%, a US$ 1,59 bilhão, e IoT cresceu 9%, a US$ 1,83 bilhão.

Os dados mostram frentes em ritmos diferentes. Automotivo e IoT cresceram juntos 28%, mas ainda eram menores do que a receita de handsets. A divisão QTL, ligada ao licenciamento de tecnologia, teve receita de cerca de US$ 1,3 bilhão. O mercado poderá avaliar no próximo balanço se a expansão dessas linhas compensa a pressão sobre smartphones.