O México retomou as importações de produtos avícolas brasileiros originados de áreas fora de Santa Catarina, após reconhecer a regionalização sanitária aplicada ao caso de doença de Newcastle. A medida limita a restrição ao território relacionado à ocorrência, em vez de manter o bloqueio nacional.

O que muda para os exportadores

Segundo o Ministério da Agricultura, os demais estados e estabelecimentos brasileiros que já estavam autorizados podem voltar a vender ao mercado mexicano, desde que cumpram os requisitos sanitários e documentais exigidos. A retomada não significa liberação automática de qualquer unidade ou produto.

A regra é relevante porque restrições amplas podem interromper contratos e fluxos logísticos mesmo quando o foco sanitário está localizado. A regionalização permite associar a resposta comercial à área afetada e preservar operações em regiões sem a ocorrência, desde que haja reconhecimento do país importador.

A decisão também funciona como precedente para negociações sanitárias. O Brasil depende de protocolos e da confiança dos compradores para manter o acesso de carnes e outros produtos; por isso, transparência epidemiológica e controle oficial são parte da política de comércio exterior.

Santa Catarina continua sob restrição

O comunicado do governo brasileiro informa que Santa Catarina permanece sujeita às limitações relacionadas ao episódio. A situação deve ser acompanhada por exportadores e compradores, pois a extensão das medidas depende da evolução sanitária, dos certificados aceitos e de novas decisões das autoridades mexicanas.

Em maio de 2025, um caso de Newcastle em uma granja comercial de Montenegro (RS) também levou a restrições temporárias de mercados.

O histórico ajuda a entender por que a regionalização das restrições ao frango brasileiro pode reduzir o alcance econômico de um episódio localizado, sem eliminar a necessidade de vigilância.

Até a atualização divulgada pelo Ministério da Agricultura, não foi informado um valor específico de vendas recuperadas. O efeito comercial dependerá do ritmo de revalidação dos embarques, da demanda mexicana e da capacidade dos frigoríficos habilitados de retomar contratos.