O Ibovespa terminou esta terça-feira (27) em queda de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, depois de oscilar entre 175.130,23 e 178.526,08 pontos.

O giro financeiro somou R$ 49,7 bilhões, segundo dados publicados no fechamento.

A sessão interrompeu a tentativa de recuperação vista na abertura, mas o recuo foi bem menor que o tombo de 13,88% da segunda-feira. Ainda assim, em dois pregões, o índice acumulou perda aproximada de 14,3%.

O movimento de terça-feira não devolveu as perdas anteriores: a bolsa fechou abaixo dos 176 mil pontos e permaneceu sensível às incertezas sobre a política fiscal e a composição da equipe econômica do governo reeleito.

Vale, Petrobras e bancos pressionaram o índice

As ações de maior peso ajudaram a manter o Ibovespa no campo negativo. Vale (VALE3) caiu 2,02%, enquanto Petrobras recuou 1,78% nas preferenciais (PETR4) e 1,91% nas ordinárias (PETR3), conforme o levantamento da Exame.

Entre os bancos, Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander também encerraram em baixa. O BTG Pactual foi exceção entre as instituições citadas, com alta de 0,27% em BPAC11.

O desempenho da Vale coincidiu com a queda do minério de ferro negociado na China, enquanto os papéis da Petrobras acompanharam a desvalorização do petróleo.

Esses movimentos ajudam a descrever o pregão, mas não isolam todos os fatores que influenciaram cada ação.

Construtoras e varejistas lideraram as altas

Tenda (TEND3) teve a maior valorização entre as ações destacadas, com avanço de 10,20%. Magazine Luiza (MGLU3) subiu 8,49%, Direcional (DIRR3) avançou 5,35%, Vamos (VAMO3) ganhou 5,05% e Hapvida (HAPV3) teve alta de 5,03%.

Na ponta negativa, Natura (NATU3) caiu 6,94%. Totvs (TOTS3) recuou 6,78%, MRV (MRVE3) perdeu 5,71%, CSN (CSNA3) caiu 4,99% e Metalúrgica Gerdau (GOAU4) terminou com baixa de 4,51%.

As altas de ações cíclicas vieram depois de perdas expressivas na sessão anterior. O avanço diário, por si só, não significa recuperação das cotações acumuladas nem mudança confirmada na avaliação dos investidores sobre essas empresas.

Dólar recua, mas incerteza local segue no radar

O dólar à vista fechou a R$ 5,3506, em baixa de 0,97%, segundo o Money Times. A moeda havia subido fortemente na véspera, quando investidores ajustaram posições após o resultado eleitoral.

O mercado também acompanhou declarações sobre possíveis nomes para a equipe econômica e aguarda sinais mais concretos sobre a condução fiscal do próximo mandato. As cotações de um único pregão não definem, sozinhas, uma tendência para câmbio ou bolsa.

Na véspera, o Notícias Dinheiro detalhou o choque inicial nos ativos e as expectativas para a abertura desta terça-feira. Leia a análise da abertura do mercado.

Bolsas dos Estados Unidos fecham em alta

Em Nova York, o Dow Jones subiu 0,03%, aos 52.377,57 pontos; o S&P 500 avançou 0,60%, aos 7.722,60;

e o Nasdaq ganhou 1,18%, aos 26.477,81 pontos, de acordo com o balanço do Money Times.

O pregão internacional ocorreu enquanto investidores aguardam a decisão de juros do Federal Reserve, prevista para quarta-feira (28), além de resultados de grandes empresas de tecnologia ao longo da semana. Esse calendário pode manter a volatilidade nos mercados globais.

O que fica para os próximos pregões

Para a bolsa brasileira, os investidores devem observar novas informações sobre a política econômica, a trajetória dos juros futuros, o câmbio e o desempenho de empresas com maior peso no índice.

Não há confirmação de que a recuperação das ações cíclicas continuará.

O fechamento desta terça mostra uma estabilização parcial após um choque muito forte, mas não apaga a queda acumulada de dois dias. A direção do mercado dependerá de novas informações e da forma como os preços incorporarão essas notícias.