Um projeto brasileiro pretende desenvolver um nó computacional e um acelerador de inteligência artificial com arquitetura aberta RISC-V. A iniciativa é executada pelo Instituto Eldorado e pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com participação do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, ligado ao MCTI.

Como a arquitetura aberta entra no projeto

A arquitetura RISC-V permite criar e personalizar processadores com padrão aberto, sem pagar royalties por uma licença proprietária. O CTI Renato Archer deve contribuir no desenho e na qualificação dos circuitos, incluindo testes de protótipos e de resistência dos componentes.

O trabalho prevê um acelerador matricial, que combina múltiplos chips para executar cálculos complexos usados em aplicações de IA. O foco descrito pelos pesquisadores são sistemas dedicados a tarefas específicas, não o treinamento de grandes modelos de linguagem.

Financiamento e próximos passos

O projeto recebeu R$ 50 milhões para o primeiro ano, liberados pelo MCTI com apoio de fundos públicos, entre eles FNDCT, BNDES e Finep. A previsão divulgada pelo CTI é de mais R$ 75 milhões em etapas posteriores.

A iniciativa ainda está em fase de desenvolvimento e prototipagem. O objetivo é criar capacidade nacional em componentes e computação de alto desempenho, mas a viabilidade comercial dependerá dos testes, da qualificação técnica e da demanda de empresas e instituições.