A Eni informou nesta sexta-feira (23) que o lucro líquido ajustado do terceiro trimestre de 2026 mais que dobrou na comparação anual, para € 2,8 bilhões. O resultado foi divulgado junto de uma distribuição extraordinária de € 0,46 por ação, equivalente a cerca de € 1,3 bilhão, prevista para dezembro.
A companhia italiana também elevou em 12% o programa de recompra de ações, para € 3,8 bilhões, e revisou para 6% a 7% a expectativa de crescimento da produção de petróleo e gás em 2026. No terceiro trimestre, a produção subiu 7% em base anual, para 1,83 milhão de barris de óleo equivalente por dia.
Produção e retorno aos acionistas
O avanço operacional refletiu a entrada de projetos e a contribuição integral de ativos que começaram a operar recentemente. A Eni também citou iniciativas na América do Sul, incluindo o desenvolvimento de um projeto de gás natural liquefeito na Argentina com YPF e XRG. O empreendimento ainda depende de etapas de aprovação e decisão de investimento; portanto, não representa produção já disponível.
O resultado reforça o peso de petróleo, gás e refino na geração de caixa da empresa. O pagamento extra e a recompra são decisões de alocação de capital, não uma garantia de que os próximos trimestres repetirão esse desempenho.
Como a Eni é uma companhia global de energia, seus resultados entram no contexto de produção, investimentos e oferta internacional de hidrocarbonetos, fatores acompanhados pelo mercado brasileiro. A divulgação não anunciou operação nova no Brasil. Os números, a projeção e os proventos constam no relatório oficial do terceiro trimestre da Eni.






