O consumo nacional de eletricidade chegou a 47.856 gigawatts-hora (GWh) em agosto de 2026, alta de 4,3% ante o mesmo mês de 2025. Foi o quinto crescimento consecutivo na comparação anual, segundo a Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
As quatro classes monitoradas registraram avanço. O consumo comercial cresceu 9,4%, o residencial subiu 6,9%, outras classes avançaram 3% e a indústria teve alta de 0,2%. A diferença entre os segmentos mostra que o resultado agregado não foi puxado por um movimento uniforme entre os tipos de consumidor.
Variação também apareceu nas regiões
O Centro-Oeste teve o maior crescimento regional, de 8,8%. O Sul avançou 4,9%, o Nordeste 4,8%, o Norte 3,8% e o Sudeste 3,1%. No acumulado de 12 meses, a demanda totalizou 574.174 GWh, 1,4% acima do período equivalente anterior.
Os números descrevem consumo efetivo contabilizado no sistema, mas não explicam sozinhos as causas da alta. Temperatura, atividade econômica, calendário e características locais podem influenciar a demanda, e a publicação não atribui o crescimento de agosto a um único fator. A série ajuda distribuidoras, geradores e planejadores a acompanhar a evolução do mercado. Os dados e a metodologia estão na Resenha Mensal da EPE.






