A Raízen propôs aumento de capital privado de pelo menos R$ 3,5 bilhões, em uma etapa de sua reestruturação financeira. A companhia prevê emitir novas ações ordinárias e preferenciais, com deliberação marcada para 30 de outubro.

A proposta se conecta ao plano de recuperação extrajudicial anunciado em junho de 2026. Esse processo permite negociar dívidas com credores fora de uma recuperação judicial, atendidos os requisitos legais e as condições previstas.

Preço de emissão, preferência e cronograma da oferta

O aumento busca reforçar a estrutura de capital. A operação prevê preço de emissão de R$ 0,25 por ação e mudanças societárias, incluindo novas classes e criação de units, segundo documentos divulgados.

Acionistas que mantiverem papéis ao fim do pregão de 5 de novembro terão direito de preferência. Prazos, proporções e procedimentos devem ser conferidos nos documentos oficiais e junto às corretoras.

Diluição e efeitos do aumento de capital da Raízen

A captação pode reduzir pressão financeira, mas dilui a participação de quem não acompanhar a emissão. O efeito depende do preço, quantidade de ações, adesão de investidores e execução da reestruturação.

A empresa trabalha com prazo até 31 de março de 2027 para cumprir condições do plano. Entre os pontos estão aprovação societária, adesão de credores e entrada efetiva dos recursos previstos.

O anúncio reforça a busca por solução de balanço em um setor intensivo em capital e exposto a preços de combustíveis, açúcar e etanol, clima e custo de financiamento. O aumento ainda depende de aprovações.