Os futuros do milho caíram pela segunda sessão consecutiva em Chicago, pressionados pela expectativa de uma colheita maior nos Estados Unidos. A perspectiva de mais oferta costuma pesar sobre as cotações, embora os números ainda possam mudar.

O ritmo da colheita, a produtividade e a demanda por ração, etanol e exportação ajudam a definir o balanço do mercado. Relatórios e condições climáticas podem alterar as estimativas.

Colheita e demanda entram na conta

O USDA estimou que 44% da safra americana de milho já havia sido colhida até 18 de outubro. O avanço semanal foi expressivo, mas o ritmo ainda estava abaixo da média de cinco anos. A expectativa de mais grãos chegando ao mercado pode pressionar os contratos; ao mesmo tempo, exportações e uso para etanol dão suporte à demanda.

No pregão de 20 de outubro, contratos de dezembro recuaram cinco centavos por bushel, segundo o resumo diário de mercado. Essa variação descreve um vencimento específico em uma bolsa e não deve ser confundida com a cotação à vista do milho no Brasil.

No Brasil, o preço recebido pelo produtor também depende do calendário da safrinha, do câmbio, do frete e da demanda de indústrias e portos. A cotação de Chicago é apenas uma parte da conta.

O produtor precisa olhar o mercado local

No país, a safra, os estoques, o custo de armazenagem, o frete e a procura das fábricas de ração influenciam o preço. O momento de venda depende do fluxo de caixa e dos contratos de cada propriedade, não apenas do fechamento em Chicago.

O milho também é insumo para ração e etanol, então mudanças na demanda industrial podem compensar parte da pressão de uma colheita maior. Acompanhar estoques, exportações e preços regionais dá uma visão mais completa do que olhar apenas um contrato futuro.

Produtores devem comparar preços disponíveis na região com custos e compromissos de entrega. Decidir apenas pela variação do contrato internacional pode deixar de fora despesas importantes.