A Meta registrou receita de US$ 64,60 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 26% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido foi de US$ 9,86 bilhões, mas o resultado operacional caiu 37%, para US$ 12,99 bilhões.

A diferença foi influenciada por uma despesa legal de US$ 9,89 bilhões contabilizada no trimestre. A provisão está ligada a um acordo anunciado em agosto com procuradores-gerais de estados americanos em processos sobre segurança e saúde mental de adolescentes nas redes.

Despesa contábil e pagamentos previstos no acordo da Meta

É importante separar os valores: os US$ 9,89 bilhões são a despesa reconhecida no balanço, não o valor total do acordo. O pacto prevê pagamentos de até aproximadamente US$ 18,59 bilhões, condicionados às etapas previstas no entendimento.

Sem essa despesa, a companhia informou que o lucro operacional teria sido US$ 22,88 bilhões. Essa conta ajustada ajuda a dimensionar o efeito extraordinário, mas não substitui o resultado contábil reportado, que inclui os custos assumidos pela empresa.

Publicidade, usuários e gastos com infraestrutura

A expansão da receita veio principalmente da publicidade, principal fonte de faturamento. A base diária média de usuários dos aplicativos Meta chegou a 3,64 bilhões em setembro, crescimento anual de 3%, segundo o balanço.

O trimestre reacendeu o debate sobre quanto os investimentos em inteligência artificial, infraestrutura e segurança podem custar. Para avaliar a operação, analistas acompanham receita por usuário, despesas de capital, margens e a capacidade de converter anúncios em caixa.

Os próximos resultados devem mostrar como os pagamentos serão distribuídos no tempo e quais medidas de proteção a empresa implementará. A Meta também enfrenta outros processos nos Estados Unidos, que podem gerar novas despesas ou mudanças de produto.