O mercado financeiro manteve em 5,22% a projeção para a inflação de 2026 e reduziu, de 1,85% para 1,83%, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Os números constam do Relatório Focus divulgado pelo Banco Central em 19 de outubro.
A expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação, ficou estável pela segunda semana consecutiva. A projeção de 5,22% é uma mediana das respostas de instituições consultadas pelo Banco Central; não representa uma previsão oficial do próprio BC nem o resultado já observado nos preços. O dado efetivo de setembro e seus componentes estão explicados na matéria sobre o IPCA do mês.
A mudança para o PIB foi pequena: a projeção de crescimento caiu 0,02 ponto percentual, para 1,83%. O Focus reúne estimativas de mercado para a atividade econômica, os preços e outras variáveis. Revisões semanais podem refletir novas informações e não devem ser lidas como confirmação de que o resultado efetivo seguirá exatamente esse caminho.
Para a taxa básica de juros, a mediana para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 13,25% ao ano. A projeção para o dólar no encerramento do ano recuou para R$ 5,13. Também nesses casos, são expectativas dos participantes da pesquisa, não decisões do Banco Central ou cotações futuras garantidas.
O relatório é divulgado semanalmente e serve como um retrato das estimativas coletadas pelo BC. Ele não determina a trajetória da Selic: as decisões sobre juros são tomadas pelo Comitê de Política Monetária com base em sua avaliação da inflação e da atividade, entre outros fatores.
Nas próximas edições, os leitores poderão observar se as projeções de inflação e crescimento continuam estáveis ou voltam a ser revisadas. Como se trata de uma pesquisa de expectativas, os números podem mudar antes do encerramento de 2026 e não constituem recomendação de investimento.
A projeção de inflação também pode ser comparada ao intervalo de tolerância da meta, cujo limite superior é 4,5%. Como 5,22% é uma expectativa para o IPCA acumulado em 2026, ela sinaliza que as instituições consultadas veem o índice acima desse teto; ainda assim, é uma estimativa sujeita a revisão, não um resultado fechado.
Dados do levantamento: Banco Central, Relatório Focus.





