O Brasil produziu 6,120 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em setembro de 2026, somando petróleo e gás natural. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que esse foi o maior volume da série e superou o recorde anterior, registrado em agosto.

A extração de petróleo chegou a 4,711 milhões de barris por dia, alta de 2,1% sobre agosto e de 20,3% ante setembro de 2025. O gás natural somou 223,98 milhões de metros cúbicos diários, avanço de 1,6% no mês e 17,5% em um ano.

Pré-sal concentra mais de quatro quintos da produção

Os campos do pré-sal produziram 5,100 milhões de boe/d, equivalentes a 83,3% do total nacional. O volume cresceu 2,9% em relação a agosto e 23,1% na comparação anual. A produção veio de 205 poços, que forneceram petróleo e gás.

O campo de Búzios, na Bacia de Santos, liderou tanto em petróleo quanto em gás. A produção foi de 1,190 milhão de barris de petróleo por dia e 49,99 milhões de metros cúbicos de gás. A ANP também apontou o FPSO Almirante Tamandaré, em Búzios, como a unidade de maior produção de petróleo.

Recorde de extração não equivale a recorde de oferta ao consumidor

A produção medida na boca do poço não se converte integralmente em combustível disponível no país. Parte do petróleo é exportada, enquanto o gás precisa de infraestrutura de escoamento, processamento e transporte para chegar a consumidores e indústrias.

Em setembro, a ANP informou aproveitamento de 98,2% do gás natural. Foram disponibilizados ao mercado 66,37 milhões de metros cúbicos por dia, e 4,14 milhões de metros cúbicos foram queimados. Esses dados ajudam a distinguir volume extraído de volume efetivamente comercializado.

O que explica a variação mês a mês

A agência ressalva que paradas programadas, manutenção de plataformas, entrada de novos poços e comissionamento de unidades podem alterar a produção mensal. Por isso, o recorde é um retrato de setembro, não uma garantia de crescimento contínuo em todos os meses seguintes.

O resultado pode ampliar a oferta de petróleo e gás e sustentar exportações, mas seu efeito sobre preços internos depende de refino, logística, contratos e condições de mercado. A ANP publicou os números e o boletim mensal; a UOL contextualizou o peso do pré-sal.