O Ibovespa caiu 1,42% nesta terça-feira, 3 de novembro, e encerrou o pregão aos 165.528,92 pontos. Foi a sexta sessão consecutiva de baixa. O dólar à vista subiu 0,79%, a R$ 5,4872, maior cotação de fechamento desde 30 de dezembro de 2025.
O mercado brasileiro reabriu após o feriado de Finados com a decisão do Copom no radar. O comitê iniciou a reunião nesta terça e divulga o novo patamar da Selic na quarta-feira (4); a taxa atual é de 13,75% ao ano.
Focus piora projeções para inflação e juros
O relatório Focus divulgado pela manhã elevou a estimativa de inflação medida pelo IPCA de 2026 de 5,19% para 5,22%. Para 2027, a projeção subiu de 4,34% para 4,76%, acima do teto de 4,5% da meta estabelecida para o período.
A previsão para a Selic no fim de 2026 avançou de 13,25% para 13,50%. Para o encerramento de 2027, a mediana passou de 11,75% para 12,50%. Essas projeções são respostas de instituições consultadas pelo Banco Central, não decisões do Copom nem previsões garantidas.
O dólar subiu no Brasil mesmo com variação pequena do índice DXY durante a sessão, segundo relatos de mercado. O movimento local ocorreu às vésperas da decisão de juros e em meio à busca por proteção diante das incertezas sobre inflação e trajetória fiscal.
Petroleiras caem e Embraer lidera as altas
Entre as ações de maior peso, Petrobras e Vale pressionaram o índice. Petrobras PN recuou 3,79%, enquanto Vale caiu 2,85%. As petroleiras também refletiram a baixa do Brent registrada na segunda-feira, quando a B3 ficou fechada.
PRIO caiu 4,73%, Brava Energia recuou 4,51% e Cogna teve a maior baixa do Ibovespa, com perda de 12,66%. Na ponta positiva, Embraer avançou 4,10%, após o anúncio de um contrato de três aeronaves KC-390 para a Grécia, com opção para outras três.
Wall Street termina sem direção única
Nos Estados Unidos, o Nasdaq subiu 0,83%, aos 25.372,01 pontos, e o S&P 500 ganhou 0,36%, aos 7.568,92. O Dow Jones recuou 0,38%, aos 51.786,86 pontos. A recuperação de empresas de tecnologia ajudou os dois primeiros índices.
O pregão brasileiro foi marcado, assim, por fatores locais — projeções do Focus, juros futuros e expectativa pelo Copom — junto de movimentos distintos em Nova York e nas commodities. A próxima referência imediata para os ativos domésticos é o comunicado do Banco Central, que detalhará a avaliação do comitê sobre inflação e riscos.
Os números de fechamento e as variações do Ibovespa, do dólar e das ações foram conferidos com a cobertura de Money Times e UOL. As projeções do Focus e o contexto da decisão do Copom também foram acompanhados pela CNN Brasil.





