O Ministério da Agricultura confirmou novas aberturas para produtos agropecuários brasileiros em Bangladesh e na Colômbia. As autorizações ampliam o acesso de segmentos específicos: material genético bovino no mercado asiático e mastigáveis para cães feitos com matérias-primas de origem animal no país vizinho.
Segundo o Mapa, Bangladesh autorizou a entrada de embriões de bovinos e búfalos, sêmen bovino e animais vivos destinados à reprodução. Na Colômbia, a permissão contempla mastigáveis desidratados para cães de origem bovina ou suína.
O que cada autorização permite
A abertura para Bangladesh atende empresas brasileiras habilitadas a exportar produtos de reprodução animal, sujeitos às exigências sanitárias e documentais do país importador. O anúncio não significa que todo produtor possa embarcar imediatamente: cada operação depende de certificação, negociação comercial e cumprimento dos protocolos aplicáveis.
Já o mercado colombiano é voltado a um produto de nicho da indústria pet. Os mastigáveis são itens para cães produzidos a partir de partes animais processadas e desidratadas; a autorização não equivale à liberação irrestrita de qualquer alimento para animais.
Mercados ampliam opções, mas resultado depende de negócios
O governo informou que, em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 2,66 bilhões em produtos agropecuários a Bangladesh e US$ 873 milhões à Colômbia.
Os valores mostram que são destinos já atendidos pelo setor, embora não indiquem quanto as novas linhas poderão acrescentar às vendas.
Para produtores de genética, a abertura pode criar um canal adicional para a oferta brasileira, desde que haja demanda, escala e adequação sanitária. No segmento pet, a novidade pode beneficiar fabricantes que já operam com matérias-primas rastreáveis e conseguem atender às especificações colombianas.
As duas medidas fazem parte de uma sequência de autorizações comerciais negociadas pelo governo brasileiro. O efeito econômico será medido nos embarques efetivos, nos contratos firmados e na capacidade de as empresas manterem regularidade e competitividade nesses mercados.
Fontes: Ministério da Agricultura.





